[video]
[video]
PROTESTOS URBANOS, Eles são todos nós -
A revista Época tenta decifrar o movimento que toma as ruas de algumas cidades brasileiras com a reivindicação do transporte gratuito.
Mapa colaborativo dos Protestos BR -
Mapa colaborativo p/ dar mais segurança às pessoas n’A Revolta do Vinagre, os protestos brasileiros iniciados contra o aumento das tarifas de transporte público, mas que passaram a significar muito mais.Você pode enviar relatos usando seu computador ou smartphone (iOS e Android), nos ajude colocando os locais de ação policial, postos de ajuda médica e outras informações úteis.
Recomendações, porque protesto não é bagunça
- Por favor só adicione informações úteis para os manifestantes que estão nas ruas, evite fazer testes.
- Use a TV, seus helicópteros e imagens ao vivo como fonte de informações, observe as imagens ao vivo dos canais de notícias e marque no mapa onde estão os pontos de maior conflito e presença de tropas violentas.
- Use também relatos de manifestantes em redes sociais como fonte de informação, na rua nós vamos contar no Twitter onde estão os conflitos, adicione o marcador no mapa assim que receber algo relevante dos protestantes que estão nas ruas.
- A qualidade da informação do mapa é essencial para a segurança e eficiência dos protestos. Seu sofativismo é muito importante.
- O mapa pode ser usado para os protestos em todo o país, não é apenas para São Paulo ou Rio de Janeiro.
- Você pode instalar o aplicativo no seu smartphone para ver o mapa colaborar em tempo real enquanto está na rua.
Como editar o mapa colaborativo usando um computador:
- Abra o link http://protestosbr.marcogomes.com/
- Clique no botão verde “Enviar Relato” na barra que fica na parte superior direita da tela
- Preencha os campos com seu relato de informação útil aos manifestantes que estão nas ruas, por favor seja claro e preciso, nossa segurança depende de você
Clique aqui para saber como usar o Mapa Colaborativo com um smartphone.
rio de janeiro
HERE’S TO THE CRAZY ONES.
THE MISFITS.
THE REBELS.
THE TROUBLEMAKERS.
THE ROUND PEGS IN THE SQUARE HOLES.
THE ONES WHO SEE THINGS DIFFERENTLY.
THEY’RE NOT FOND OF RULES.
AND THEY HAVE NO RESPECT FOR THE STATUS QUO.
YOU CAN PRAISE THEM, DISAGREE WITH THEM, QUOTE THEM, DISBELIEVE THEM, GLORIFY OR VILIFY THEM.
ABOUT THE ONLY THING THAT YOU CAN’T DO, IS IGNORE THEM.
BECAUSE THEY CHANGE THINGS.
THEY INVENT.
THEY IMAGINE. THEY HEAL.
THEY EXPLORE. THEY CREATE. THEY INSPIRE.
THEY PUSH THE HUMAN RACE FORWARD.
MAYBE THEY HAVE TO BE CRAZY.
HOW ELSE CAN YOU STARE AT AN EMPTY CANVAS AND SEE A WORK OF ART?
OR, SIT IN SILENCE AND HEAR A SONG THAT HASN’T BEEN WRITTEN?
OR, GAZE AT A RED PLANET AND SEE A LABORATORY ON WHEELS?
WE MAKE TOOLS FOR THESE KINDS OF PEOPLE.
WHILE SOME MAY SEE THEM AS THE CRAZY ONES, WE SEE GENIUS.
BECAUSE THE ONES WHO ARE CRAZY ENOUGH TO THINK THAT THEY CAN CHANGE THE WORLD, ARE THE ONES WHO DO.
Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados. Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram. Eles empurram a raça humana para frente. Talvez eles tenham que ser loucos. Como você pode olhar para uma tela em branco e ver uma obra de arte? Ou sentar em silêncio e ouvir uma música jamais composta? Ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas? Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.
A Batalha do Vinagre: por que o #protestoSP não teve uma, mas muitas hashtags -
Estranhei o porquê uma manifestação tãointensa - a da luta contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo - ser convocada na internet sem o uso de uma hashtag. Num primeiro momento, a percepção é que os movimentos no Brasil se inclinam e se articulam no Facebook, site que se tornou padrão…
Olga Mabel Garcia
Google honors Maurice Sendak’s birthday with a moving Where The Wild Things Are doodle.
ANTONIO PRATA
Recordação
‘Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?’
“Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”.
Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o que, né? Se Deus quis assim…”.
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.”
“Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar.” “E aí?!” “Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’.”
Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “1º de junho de 1988?” “Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?”
[video]